quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Star Trek

Confesso que não fui um seguidor da série, por isso não tenho elementos de comparação. Mas Abrams foi inteligente e, afim de evitar muitas chatices com os fanáticos, resolveu o problema optando por filmar a primeira viagem da tripulação na enterprise quando os seus tripulantes eram ainda jovens inexpererientes. Assim ninguém fica ofendido.
Como tem sido habitual na obra deste realizador, o ritmo do filme é frenetico, cenas de acção atrás de cenas de acção sem que o espectador tenha tempo de arrumar ideias sobre o que está a ver. E se por um lado esta é a sua maior virtude é também o seu maior defeito. Fica-se com a sensação que o que é demais também chateia e se, somarmos ao frenesim, efeitos especiais por todo o lado, percebemos que uma dose de bom senso na utilização dos recursos teria certamente melhores resultados.
Mas o que se quer é festa e, apesar de tudo, não há quem fique desiludido com o que vê.

Classificação: 3

segunda-feira, 23 de Março de 2009

7 Vidas

Mais um filme de Will Smith para puxar a lágrima.
O interesse que desperta é pouco ou nenhum e é tudo bastante aborrecido. Lá temos a tradicional história de amor da treta, posta à martelada e, para minimizar a monotonia, tenta-se despertar algum entusiasmo ao espectador recorrendo ao recurso à charada. Ou seja, só se descobre o sentido do filme no fim. 120 minutos de palha atrás de palha para se chegar a um ponto de partida.

Classificação: 1

terça-feira, 17 de Março de 2009

Gran Torino

Os filmes de Clint Eastwood conseguem sempre ter um padrão de qualidade muito alto e pouco diferem uns nos outros relativamente ao que dão ao espectador. Uma boa história com personagens bem desenvolvidas e coerentes, uma realização sempre eficiente e clássica e um excelente controlo do tempo da narrativa.
É cinema à moda antiga onde se privilegia em primeiro lugar a história. Não se pretende inovar nem dar espaço a grandes devaneios estéticos.
Gran Torino não foge à regra e também entra para o currículo como um dos grandes filmes deste realizador americano.

Classificação: 4

segunda-feira, 16 de Março de 2009

Os Guardiões

A verdade é que tradicionalmente, as adaptações para o cinema de comics famosos estão mal feitas e não passam dum grande vazio cheio de efeitos especiais cujo único objectivo parece ser encher a conta bancária dos produtores com algumas centenas de milhões de dólares.
Mas, felizmente para o mundo, em cada 5 filmes do género um é bom. Foi o que aconteceu com este guardiões. Zack Snyder já se tinha exibido em grande com 300 (outra boa adaptação dum comic) mas desta vez foi mais além. A história ajuda ou não fosse uma adaptação duma obra de Alan Moore, cheia de profundidade e completamente diferente do que se está habituado a ver na grande tela. As personagens estão extraordinariamente desenvolvidas e cheias de particularidades que as afastam do simples fato de Lycra Marvel. Os efeitos especiais funcionam como complemento ao argumento e não o contrário, o que é de salutar.
A estética respeita muito toda a ambiência grafic novel, com o recurso a planos picados e também a imagens de efeito que são presença habitual nos quadradinhos. Por outro lado o uso da câmera lenta não é exagerado funcionando muito bem nas cenas onde há mais acção.
Uma das novidades foi a inclusão duma banda sonora digna desse nome que inclui nomes como Bob Dylan (extraordinário genérico), Philip Glass, Leonard Cohen, Jimi Hendrix ou Simon and Garfunkel. O grande cinema faz-se destes pormenores.

Classificação: 4

quinta-feira, 12 de Março de 2009

The Wrestler

Já muito se falou sobre este Wrestler e os pontos de contacto entre a personagem principal do filme e o actor que a interpreta. Esta proximidade com Mickey Rourke dá ao filme um toque especial, mas apesar de tudo, The Wrestler, vale por si próprio, independentemente de quem o pudesse interpretar.
Com uma estética puramente Indy, Darren Aronofsky consegue oferecer ao espectador mais do que a maioria dos filmes sobre estrelas caídas em desgraçada oferecem. Aronofsky cria um ambiente negro e desencantado sobre um homem aprisionado nele próprio que não sabe muito bem o que fazer de si. O ar de documentário assumido desde o início que permite descobrir o que são as ligas inferiores de Wrestling, estabelece um ligação muito próxima entre o espectador e as personagens o que torna o filme sempre consistente e interessante de seguir.

Classificação: 4

segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Maradona por Kusturica

Sempre achei que os documentários quando são transportados para o cinema devem trazer alguma coisa que o justifique. Na verdade o espectador vai pagar 5 euros e portanto, tem de ganhar alguma coisa relativamente ao que se vê de graça nos canais por cabo.
Maradona por Kusturica não acrescenta nada de novo ao que já se viu sobre o astro argentino. Apesar das promessa das cenas iniciais, onde se caminha para tentar perceber a divinização do jogador e do homem e de que forma esta figura representa ou pode representar um ícone duma América latina que pretende livrar-se economicamente dos estados unidos, nada disso foi desenvolvido e o filme caminha todo o tempo para lado nenhum, tornando-se chato e nem as repetições dos golos ao som de God Save de Queen alegram. Para a ajudar ao enfado, Maradona não tem nada de realmente importante para dizer.
Um desperdício de tempo.

Classificação: 1

sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Valquíria

Olho sempre com alguma desconfiança os filmes cuja história é baseada em acontecimentos reais que me são conhecidos. Na verdade, o facto de saber o final não é, em primeira análise, muito atraente. No caso de Valquíria, pelo menos teoricamente, o problema punha-se duma forma ainda mais concreta. De facto, num argumento que vive do suspense e da indecisão como poderá o espectador reagir a uma história que sabe o final e ainda por cima acabando mal? Felizmente o realizador é Bryan Singer e os momentos de tensão são muito bem criados e o filme acaba por envolver bastante bem a plateia. Parece-me que foi um filme com pretensão a algo mais do que aquilo que é, mas não consegue mais do que entreter e, duma forma digna, dar uma interessante lição de história.

Classificação: 3